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Sentenciados a julgar…

Posted by marciomoya em 07/06/2009

Muitas vezes, mesmo sem querer ou gostar, somos condicionados a realizar certas ações que já são um padrão, um modelo cultural que seguimos. Todos já escutamos coisas do tipo “não se deve julgar um livro pela capa” e também ouvimos “a primeira impressão é a que fica”. Se pensarmos um pouco, coisa que acredito que todos aqui somos capazes de fazer, teríamos uma dualidade muito interessante aqui.
Aprendemos (e por sinal aprendemos muitas coisas) que não devemos julgar ninguém, pois nem sempre os julgamentos que fazemos sobre os outros estão corretos, principalmente quando não sabemos nada sobre o outro, a não ser qual é a sua imagem. Mas também aprendemos que a impressão que passamos aos outros, a imagem que mostramos de nós mesmos é extremamente importante, principalmente a primeira, e com isso lutamos para manter uma boa imagem.

Não estou querendo dizer aqui que ninguém deve se preocupar com a sua aparência, ter cuidados pessoas, sair as ruas de qualquer jeito, estou tentando dizer que devemos ter cuidado para não deixar nossos olhos nos enganar, coisa que ele faz muito bem.

Diariamente vemos muitas coisas, nem todas elas nos agradam, o que não quer dizer que o que vemos não possa ser bom. Da mesma forma que vemos muitas coisas que nos agradam, o que não quer dizer que o que vemos não possa ser ruim. Sei que pensar sobre certo e errado, bom e ruim, o bem e o mal é difícil, ainda mais hoje em dia que cada um cria suas conveniências, e certamente cria pra si mesmo o que é e o que não é.

Existe (e todos sabemos que existe) uma diferenciação muito grande de valores hoje em dia, sejam em relação às pessoas, coisas, objetos, lugares, etc. Desacreditamos aquilo que tem uma imagem ruim como uma possibilidade de ser bom, e não acreditamos que aquilo que tem uma boa imagem possa ser ruim. Não fazemos isso acreditando estar certo pelo que vemos, mas fazemos isso julgando simplesmente pela imagem que vemos.

Não quero dizer que tudo pode ser bom e ruim ao mesmo tempo dependendo do ponto de vista. Acredito que esse pensamento só cria um abismo cada vez maior entre as pessoas, criando e recriando valores cada fez mais fúteis e sem sentido, distorcendo cada vez mais a realidade.

Como disse anteriormente, meu interesse é destruir pensamentos pré-estabelecidos, fazer com que o pensamento possa se expandir cada vez mais, e não acho que isso possa acontecer se continuarmos a julgar as coisas pelo que vemos e simplesmente isso. Um pré-conceito estabelecido é uma das barreiras mais difíceis de serem quebras.

O valor de alguém ou de algo. O potencial daquela pessoa ou daquele lugar não está unica e exclusivamente na imagem que passa, mas das experiências que se pode ter através dele. Viva essa experiência, e no fim, julgue a experiência que teve. Não julgue a imagem, pois ela não é sua, e nunca será se vivida a distancia. Mas lembre-se, as experiências nunca se repetem apesar de serem parecidas, podemos tirar lições delas, mas nenhum tem a resposta para a seguinte.

Atenciosamente
Marcio Moya

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